Genealogia e Historia dos Meirelles e Afins 20 Joanna
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CAPÍTULO 2 Joannita seção 2.1 Uma vida divertida
Quando perguntei a um de meus primos onde poderia obter mais
dados sobre nossa avó Joanna, que era tão querida por nossos pais, nossos tios
e por nosso avô, ouvi dele e de vários
outros primos a desanimada frase: Esta perdeu-se na história. Isto me mobilizou
para perseguir sua história. Usei com ela algumas das fontes de dados mais
importantes. Iniciei com a obtenção do
documento de propriedade da sepultura no cemitério SJ Batista em Botafogo. Por
aquela data ( 16/12/1928) pesquisei na Santa Casa da Misericórdia na Rua Santa
Luzia – Centro a data do óbito e consegui a localização: termo
749 no Livro de Registro. Quando este
dado chegou à tela de minha máquina exultei e senti como se estivesse dando um
presente a minha avó, que só conheci de fotos e do folclore familiar. Sua
memória não se perderia. Sabendo de sua grande
joie –de-vivre, sociabilidade contagiante e simpatia que acompanhavam
sua beleza de padrão atemporal, decidi consultar os periódicos da Hemeroteca da
Biblioteca Nacional. Lá encontrei
algumas referências ilustrativas comprovando a sua imagem preservada na
oralidade dos parentes.
Seguem-se os achados desta busca.
Joanna Ramming Vianna N 14/01/1884 e F 15/12/1928 as 8 horas, aos
43 anos C a ( 20/8/ 1904) com Domingos José Meirelles N Rio de janeiro
22/09/1880 F a 28/7/1965.
Joanna Ramming Vianna aos 20 anos N 14/1/1884 F a 15/1/1928 e sepult. a 16/12/1928 Cemitério S J Batista carneiro 8529 deixando à época 6 filhos: Iracema – 23 a, Dalila - 20 a, Yolanda – 17 a, Fausto – 12 a, Victor – 10 a, Edmea – 9 a.
Esta
história começa pelo fim. A morte de Joannita, como era carinhosamente chamada
por seu marido Domingos, foi um evento que ecoou por várias gerações, como se
vê nos recortes acima. Primeiramente porque morreu muito jovem – aos 43 anos de
idade-. Segundo porque sua morte ocorreu num momento muito especial da vida
familiar. Suas três filhas mais velhas Iracema, Dalila e Yolanda (esta última
uma das primeiras médicas formadas no país) estavam na idade radiante de namoro e estudos superiores. Os irmãos Fausto e Victor se
encontravam em plena adolescência em
fase das descobertas masculinas.
Enquanto isto a caçula Edméia era pré-adolescente. Todavia o mais
importante é que sua personalidade
agregadora, esfuziante faria falta em qualquer idade que tivesse quando faleceu,
mormente numa fase em que a sua
maturidade pessoal estava no máximo, esse impacto foi extremamente poderoso
sobre todos à sua volta. Quando Iracema, filha primogênita de Joanna, teve que
explicar sua morte para algumas crianças da família disse:
“ ela virou uma estrelinha e foi para o céu e como ela já era uma estrela
aqui na Terr,a mudou apenas de lugar brilhando lá no alto, o que para ela é
fácil, pois aqui entre nós ela já transmitia luz, alegria, bom humor. Era uma
grande companheira e uma amiga
espirituosa, loquaz, sempre bem disposta, inspirando todos à sua volta.
Esta é a imagem que devemos guardar. Ela vai fazer muita falta, mas certamente
vai se "enturmar" entre novos e velhos amigos e animá-los, sem se esquecer dos que ficaram por aqui .”
Joanna
Ramming Vianna
N 14/01/1885 - F 15/12/1928
Notas fúnebres em Jornais do Rio de Janeiro
N 14/01/1885 - F 15/12/1928
A Manhã, Dom,
16/12/1928
Correio da Manhã, Dom., 16/12/1928
JB qua, 19/12/1928
missa no dia 22/12/1928
Gazeta de Notícias
15/12/1935
Saudade não tem forma nem cor;
não tem cheiro, não tem sabor. Fala-se nela, mas não se a vê; mas, só pensa
nela quem nela acredita. Ela é parte da ausência; ela é parte do amor; ela
éreal, mas quem a tem sente dor, uma dor miudinha logo pela manhã que vai
aumentando no transcorrer do dia, que cresce no coração, e que nunca vem
sozinha, sempre acompanhada de lembranças que não querem ser esquecidas. E
quando chega a noite ela chega a ser insuportável, tirando até o sono. Só que a
saudade também vem acompanhada da solidão; quem a sente nunca a esquece, nem nunca a esquecerá. É um sentimento que não
adormece, por alguém que não está!
Há conquistas eternas, vitórias permanentes mas também perdas
irreversíveis
(Domingos José Meirelles sobre a morte de sua esposa)
Velha Página de Olavo Bilac (1865 // 1918 Poeta/Jornalista), in "Poesias"
Poema lido
pelo Marido de Joanna em seu velório.
A Manhã, Dom,
16/12/1928
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Correio da Manhã, Dom., 16/12/1928
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JB qua, 19/12/1928
missa no dia 22/12/1928
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Gazeta de Notícias
15/12/1935
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Saudade não tem forma nem cor;
não tem cheiro, não tem sabor. Fala-se nela, mas não se a vê; mas, só pensa
nela quem nela acredita. Ela é parte da ausência; ela é parte do amor; ela
éreal, mas quem a tem sente dor, uma dor miudinha logo pela manhã que vai
aumentando no transcorrer do dia, que cresce no coração, e que nunca vem
sozinha, sempre acompanhada de lembranças que não querem ser esquecidas. E
quando chega a noite ela chega a ser insuportável, tirando até o sono. Só que a
saudade também vem acompanhada da solidão; quem a sente nunca a esquece, nem nunca a esquecerá. É um sentimento que não
adormece, por alguém que não está!
Há conquistas eternas, vitórias permanentes mas também perdas
irreversíveis
(Domingos José Meirelles sobre a morte de sua esposa)
Velha Página de Olavo Bilac (1865 // 1918 Poeta/Jornalista), in "Poesias"
Poema lido
pelo Marido de Joanna em seu velório.
Chove. Que mágoa lá
fora!
Que mágoa! Embruscam-se os ares Sobre este rio que chora Velhos e eternos pesares. E sinto o que a terra sente E a tristeza que diviso, Eu, de teus olhos ausente, Ausente de teu sorriso... As asas loucas abrindo, Meus versos, num longo anseio, Morrerão, sem que, sorrindo, Possa acolhê-los teu seio! Ah! quem mandou que fizesses Minh'alma a tua escrava, E ouvisses as minhas preces, Chorando como eu chorava? Por que é que um dia me ouviste, Tão pálida e alvoroçada, E, como quem ama, triste, Como quem ama, calada? Tu tens um nome celeste... Quem é do céu é sensível! Por que é que me não disseste Toda a verdade terrível? Por que, fugindo impiedosa, Desertas o nosso ninho? - Era tão bela esta rosa!... Já me tardava este espinho! Fora melhor, porventura, Ficar no antigo degredo Que conhecer a ventura Para perdê-la tão cedo! |
Por que me ouviste,
enxugando
O pranto das minhas faces? Viste que eu vinha chorando... Antes assim me deixasses! Antes! Menor me seria O sofrimento, querida! Antes! a mão que alivia A dor, e cura a ferida, Não deve depois, tranqüila, Vendo sufocada a mágoa, Encher de sangue a pupila Que já vira cheia de água... Mas junto a mim que te falta? Que glória maior te chama? Não sei de glória mais alta Do que a glória de quem ama! Talvez te chame a riqueza... Despreza-a, beija-me, e fica! Verás que assim, com certeza, Não há quem seja mais rica! Como é que quebras os laços Com que prendi o universo, Entre os nossos quatro braços, Na jaula azul do meu verso? Como hei de eu, de hoje em diante, Viver, depois que partires? Como queres tu que eu cante No dia em que não me ouvires? Tem pena de mim! tem pena De alma tão fraca! Como há de Minh'alma, que é tão pequena, Poder com tanta saudade?! |
Sabe-se que
sua influência na formação artística foi particularmente presente nas duas
filhas mais velhas e foi decisivo na projeção do gosto pelas artes até alguns
de seus bisnetos. Mas sua mais forte
influência se deu sobre sua primogênita Iracema ( Tetê) que formou-se na Escola
Nacional de Música em Piano e Canto. Com esta base, Joanna estimulou a filha a seguir a carreira de
professora de Música que exerceu tanto em Escolas quanto em sua própria prática
privada, em que encaminhou várias alunas para o curso superior de Música e a
realizar tradicionais concertos anuais de seus alunos. Desenvolveu-se também como pianista virtuose
intérprete de Bach, Chopin, Liszt, Villa
Lobos e Nazareth. Esta mesma filha teve
diversas apresentações como soprano no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e trabalhou com Heitor Vila
Lobos no Orfeon de Professores na organização e participação nos corais
nacionalistas de massa que se realizavam nos estádios de futebol. A
influência musical de Tetê se fez sentir
sobre toda uma geração. Além disto, esta filha
de Joanna trabalhou por toda a vida, até se aposentar no serviço público
municipal. Ela teria muito orgulho do resultado desta influência sobre esta
filha.
Joanna era
essencialmente uma pessoa feliz, que parecia ter vindo de férias a este mundo,
com o objetivo de trazer alegria para todos á sua volta e despertar nelas a
Criança Livre, criativa e despojada, oculta em seu interior. As suas fotos
quando jovem revelam bondade e uma beleza clássica, um olhar penetrante, um
porte elegante, uma aura atraente. Em família era chamada a Duquesa da Moda por
estar sempre up-to-date nas ondas do seu tempo.
O capitão da Guarda Nacional José Pedro Vianna – um herói da Guerra do
Paraguay, detentor de duas medalhas desta campanha e da Ordem da Rosa – morrera
de câncer, por haver minado severamente a sua saúde nos horrores da guerra e
nos exageros do fumo, que provavelmente viriam trazer uma grande debilidade
pulmonar para Joanna, como fumante passiva secundária. José Pedro, homem sisudo, casado com uma
mulher igualmente austera criavam em casa um ambiente inspirador, respeitoso,
mistagógico para os filhos, alegre, porém muito contido, apesar de sua
apreciação de música e dança. Por isso mesmo, o
vácuo de espontaneidade deixado
pela seriedade do casal e seu discreto desfrutar da vida, desenvolveram as
habilidades sociais e de animadora em
sua filha Joanna. Neste ambiente de
clima reflexivo, encantado pela bela Joanna, havia amplo espaço para a
nascente personalidade exuberante que iria desabrochar na sua adultez e
tornar-se na pessoa solar de sua casa.
A
educação de Joanna compreendeu uma série
de disciplinas tanto femininas (postura, piano, canto, desenho, prendas do lar,
literatura), quanto práticas (história, geografia, idiomas, técnicas), bem como
alguns surpreendentes temas masculinos por influência de seu pai e do avô
paterno (política, Matemática, Ciências, educação física, equitação, tiro).
Tendo pais afetuosos e carinhosos, mas altamente disciplinadores que a
ensinaram a conseguir obediência, adesão
e simpatia por métodos de persuasão, a tornaram glamurosa, muito influente,
insinuante e cativante por sua polidez, cultura, pragmatismo e lógica. Não se
sabe ao certo que papel a religião desempenhou em sua formação. Talvez a
bipolaridade entre seu pai filho de português católico e de sua mãe, de família
de origem mista, protestante e católica
da Dinamarca, combinada com a voga pozitivista no Brasil, tenham deixado uma
lacuna neste aspecto que permeou todos
os filhos. Tampouco ficou marcada a cultura de negócios de alguns de seus
antepassados.
Este mix de
influências a puseram à frente de seu tempo, pois cedo manifestou idéias de espírito de
serviço, igualdade de direitos dos gêneros, senso de importância de higiene e
limpeza urbana e preservação da natureza. Tudo isto feito sem perder o senso de
humor, a compreensão e a ternura. É de
sua inspiração a prática, perpetuada na família, de dar apelidos carinhosos aos
filhos, por exemplo Tetê – para Iracema,
Viviu – para Victor, Meméia – para Edméia. Alguns netos tiveram também apelidos
carinhosos Tó – para mim, Vitinho – para Vitor José, Dudu – para Eduardo e
outros ainda. Uma de suas melhores obras foi a inspiração e confiança transmitidas
a seu marido Domingos apoiando-o e aconselhando-o em sua ascensão profissional
e social.
Mas
implacavelmente as vidas são tiradas deste mundo sem razão aparente e deixam sempre
um buraco nos corações dos que ficam. Mas o legado dos que partem é o que
importa e o que permanece para sempre. O amor que une os vivos aos mortos dá a
segura impressão para os que ficam de que é bom ter alguém que vele por nós
todos os dias por sua presença indelével e imaterial.
Até agora só foram identificados tres irmãos de Joanna. Não se conhece ainda o parentesco de Sezinio Ramming Vianna e de Valdemar Ramming Vianna. As certidões de casamento de todos eles dá ampla evidência deste parentesco.
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José Henrique Ramming Vianna,
Joanna e Domingos José
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Até agora só foram identificados tres irmãos de Joanna. Não se conhece ainda o parentesco de Sezinio Ramming Vianna e de Valdemar Ramming Vianna. As certidões de casamento de todos eles dá ampla evidência deste parentesco.
Certidões e recortes dos Irmãos de Joana
1 Anna
Angelo Campelo e Anna Raming
matrimonio (irmã de Joanna)
· Brasil,
Registro Civil, 1870-2012 Rio de
Janeiro 11ª
Circunscrição Matrimônios 1905 Fev-1906 Jun V. 07 · Imagem de 92 30/dez/1905
Angelo
Campello, C a 30 Dec 1905, N 1882, idade 23 anos, Filho de Manoel Campello
e Maria Campello;
com Anna
Raming N 1882,
idade 23 Filha de Jose Pedro Vianna
e Anna Henriqueta
Raming Vianna. Filme Nr 1390781, Pasta
digital Nr 004155620, Imagem Nr 00031 .
2 José Henrique
José
Henrique Raming Vianna e Alzira
· Brasil, Registro Civil,
1870-2012 Rio de Janeiro 10ª Circunscrição · Matrimônios
1911 Maio-Nov V. 16 · Imagem 6 de maio 1911.
José Henrique N 7/7/1885 e batizado
a 24/6/1887 na Igreja de S Benedito Barra do Piraí
( Assento na Igreja de Santana Piraí) Padrinhos Eugenia de Morais
Rodrigues Torres casada com o filho do Visconde de Itaboraí ( Manuel Antonio Rodrigues Torres) e seu
filho Luis Eugenio Rodrigues Torres ( neto do visconde de Itaboraí).
José Henrique Raming Vianna, C a 06
May 1911, N 1887, Idade 24 anos, Filho de Jose Pedro Vianna e Anna Henriqueta Raming Vianna, com Alzira Mendes Guimarães N
1895, Idade 16 anos, Filha de Adelino Mendes Guimarães e Antonia Floriana Vieira Guimarães.
Filme Nr 1366386, Pasta
Digital Nr 004155433, Imagem Nr 00227.
|
José Henrique é dos irmãos o que mais visibilidade teve na mídia da época
como se vê em alguns poucos exemplares seletos exibidos em seguida. Ele foi
também o irmão que mais teve contato com a família de Joanna.
EXPEDIENTE DO SR. DIRECTOR Financeiro
Dia 31 de agosto de
1921
Ao Sr.
director da Recebedoria do District° Federal, remettendo tres certidões
referentes a Gentil Lucio Soares, José Henrique Ramming Vianna e Sebastião
Falcão de Mello, afim de que se digne Mandar entregal-as aos interessados, depois de pago o sello devido., Ministerio
da Viação E Obras Publicas Directoria Geral de Contabilidade
DOU 09/09/1921 - Pág. 22 - Seção 1 - Diário Oficial da União
www.jusbrasil.com.br/.../dou-secao-1-09-09-1921.
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José Henrique Ramming Vianna,
filho de José Pedro Vianna e Anna Henriqueta Ramming Vianna e irmão de Joanna
Ramming Vianna
José Henrique Ramming
Vianna Filho Inscrição1.117 Matricula17.577 (Pg. 28. Seção 2. Diário Oficial da
União (DOU) de 16/11/1946) benefícios do decreto e do prazo a que se refere o
art. 5.° do Decreto n.° 8.652, de 28 de Setembro de 1946, que regulamentou o
artigo 9.° do Decreto-lei n.o 7.849, de 9 de Agosto de 1945, e o art. 10 do
Decreto-lei n.° 8.629, de 10 de Janeiro de 1946.
3 Ritinha
Rita Clara Vianna C com Noé Justino Dos Santos, marcineiro, Marriage 27 Mar 1909 - 11ª
Circunscrição, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil, 25 a, N 1884, filho
natural de Luiza Maria Da Conceição,
Com Rita Clara Vianna, 22 a, N
1887, Filha legítima de José Pedro Vianna, falecido
e Anna Henriqueta
Raming Vianna
"Brasil, Registro Civil, 1870-2012," index and images, FamilySearch (https://familysearch.org/pal:/MM9.1.1/KFS8-PXN : accessed 29 May 2013), Noé Justino Dos Santos and Rita Clara Vianna, 1909. Número do filme: 1390782, Número da pasta digital: 004155621, Número da imagem: 00022 |
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Joanita uma vida animada até o fim
Além das Soirées de Joanna em
Villa Isabel na Rua Senador Nabuco 93, Villa Isabel desde os
dezesseis anos, as festas adolescentes atraíam os rapazes de futuro promissor.
Aí nasceram as habilidades de Joanna na arte de entreter convivas e de manter diálogos inteligentes versando sobre os mais variados temas do mundo. Graças à educação planejada (influenciada pela influência militar paterna e pela influência materna oriunda de fundamentos mistos belga, judaico e dinamarques, bem como pelo exemplo dado pelo Imperador Pedro II) por seus pais que incluiu vários temas técnicos ela cultivou o hobby de fotografia. Assim entre outras artes visuais se tornou
fotógrafa
exímia, e pioneira em que Joanna tinha por alvo
principal a família em outings.
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Uma manhã de
outono de sombra e água fresca, no jardim passeavam garças e aves ornamentais nos Roaring twenties. No primeiro plano Joanna, já doente descansa em seu banho de sol matinal. Ao fundo sua filha Iracema com uma amiga.
Na foto abaixo tirada pelo seu
filho Victor, Joanna é vista em companhia de suas
filhas solteiras: Iracema na rede, Yolanda ao violão e Edméa no colo. O ambiente
criativo fazia da casa um vervadeiro atelier onde Joannita e sua filha
Iracema produziam obras de artes
decorativas como as que se vê abaixo. Além disso eram cultivadas
a música, poesia, bordados, macramê.
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| Outras Artes cultivadas pelas filhas de Joanna que este autor presenciou eram as tapeçarias e cobertores que contavam histórias infantis. Muitos dos netos de Joanna foram embalados com a leitura de historinhas lidas a partir de seus cobertores e de tapeçarias de parede. | ||||
Joanna manteve ainda a tradição que vinha de seu pai José Pedro Vianna e sustentada por seu marido Domingos de cultivar algumas Artes, Ciências e Técnicas tidas como masculinas e ensiná-las também às meninas. Abaixo se vê como Joanna treinava também suas filhas, por exemplo, nas técnicas de equitação. Na foto abaixo Iracema monta uma das éguas famosas da família, a Tiroleza. |
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Na foto abaixo vê-se Joanna nos últimos dias de vida posando em seu jardim para Iracema. |
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| Alguns documentos de Joanna são mostrados abaixo. |
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Óbito de Joanna Vianna Meirelles
3ª Circunscrição, fls 92v lv 70 termo 749 (15/12/1928) Avenida Graça
Aranha, 416 Sl 601/607 - Bairro Centro - Rio de Janeiro - RJ
Fone: 21 2533-2033 | 2215-5109 | Fax: 21 2533-2033 | 2215-5109 |
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| ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Certidão de casamento de Domingos e Joana "Brasil, Registro Civil, 1870-2012," index and images, FamilySearch (https://familysearch.org/pal:/MM9.1.1/KFSZ-WT6 : accessed 29 May 2013), Anna Henriqueta Raming in entry for Domingos José Meirelles and Joanna Ramming Vianna, 1904. Domingos José Meirelles, Marriage, 20 Aug 1904, 10ª Circunscrição, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil, 24 A, N 1880, Filho de Antonio José De Meireles e Anna Osorio Do Amaral Meireles, Com Joanna Ramming Vianna, 20 A, 1884, F de José Pedro Vianna e Anna Henriqueta Raming, Número do filme: 1366384, Número da pasta digital: 004155431, Número da imagem: 00272. |
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| ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Até 2015 não se havia conseguido a certidão de batismo de Joana que deve se encontrar em Pirahy. |
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Glória em 1905 ano de
nascimento de Iracema (Tetê) a primogênita de Domingos e Joanna
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Boa noite Heitor, fiquei encantada com seu trabalho sobre a Família Ramming Vianna, a tempo procuro saber mais da família de meu pai,sou Suely Braga Vianna Rodrigues (nome de casada) Filha de Valdemar Ramming Vianna,(que o sr. não sabia identificar)ele era filho de José Henrique Ramming Vianna e Alzira Ramming Vianna, sobrinho de Joanna Ramming Vianna.Se lhe interessar mais dados ficarei encantada de poder contribuir com o que sei poderia lhe enviar.
ResponderExcluire-mail:suelyrodrigues1@hotmail.com