quarta-feira, 6 de maio de 2015


Genealogia e Historia dos Meirelles e Afins 20 Joanna

  Os blogs anteriores desta família são listados abaixo:

 http://domingosejoanita.blogspot.com.br/
http://domingosejoanita.blogspot.com.br/2015/01/cap-6-conclusao.html
http://domingosejoanita.blogspot.com.br/2015/01/x-apendice-arvores.html
http://domingosejoanita.blogspot.com.br/2015/01/cap-3-descendentes-de-domingos-e-joana.html
http://domingosejoanita.blogspot.com.br/2015/01/cap-5-ascendentes-de-joana.html
http://domingosejoanita01.blogspot.com.br/2015/01/cap-5-ascendentes-de-joana-cont-1.html
http://domingosejoanita02.blogspot.com.br/
http://domingosejoanita03.blogspot.com.br/
http://domingosejoanita04.blogspot.com.br/2015/01/cap-5-ascendentes-de-joana-cont-4.html
http://domingosejoanita05.blogspot.com.br/2015/01/cap-5-ascendentes-de-joana-cont.html
http://domingosejoanita061.blogspot.com.br/2015/02/anna-osorio-do-amaral-matriarca-foto-de.html
http://domingosejoanita062.blogspot.com.br/

CAPÍTULO 2 Joannita seção 2.1 Uma vida divertida

Quando perguntei a um de meus primos onde poderia obter mais dados sobre nossa avó Joanna, que era tão querida por nossos pais, nossos tios e por nosso avô, ouvi  dele e de vários outros primos a desanimada frase: Esta perdeu-se na história. Isto me mobilizou para perseguir sua história. Usei com ela algumas das fontes de dados mais importantes. Iniciei com  a obtenção do documento de propriedade da sepultura no cemitério SJ Batista em Botafogo. Por aquela data ( 16/12/1928) pesquisei na Santa Casa da Misericórdia na Rua Santa Luzia – Centro a  data  do óbito e consegui a localização: termo 749  no Livro de Registro. Quando este dado chegou à tela de minha máquina exultei e senti como se estivesse dando um presente a minha avó, que só conheci de fotos e do folclore familiar. Sua memória não se perderia. Sabendo de sua grande  joie –de-vivre, sociabilidade contagiante e simpatia que acompanhavam sua beleza de padrão atemporal, decidi consultar os periódicos da Hemeroteca da Biblioteca  Nacional. Lá encontrei algumas referências ilustrativas comprovando a sua imagem preservada na oralidade dos parentes.
Seguem-se os achados desta busca.  
Joanna Ramming Vianna  N 14/01/1884 e F 15/12/1928 as 8 horas, aos 43 anos C  a ( 20/8/ 1904) com  Domingos José Meirelles N Rio de janeiro 22/09/1880 F a 28/7/1965.
 




 

 

 

 

 

 

 

 

Joanna  Ramming Vianna aos 20  anos N 14/1/1884 F a 15/1/1928 e  sepult. a 16/12/1928 Cemitério S J Batista carneiro 8529 deixando à época 6 filhos: Iracema – 23 a, Dalila  - 20 a, Yolanda – 17  a,  Fausto – 12 a, Victor – 10 a, Edmea – 9 a.

 

Esta história começa pelo fim. A morte de Joannita, como era carinhosamente chamada por seu marido Domingos, foi um evento que ecoou por várias gerações, como se vê nos recortes acima. Primeiramente porque morreu muito jovem – aos 43 anos de idade-. Segundo porque sua morte ocorreu num momento muito especial da vida familiar. Suas três filhas mais velhas Iracema, Dalila e Yolanda (esta última uma das primeiras médicas formadas no país) estavam na idade radiante  de namoro e  estudos superiores. Os irmãos Fausto e Victor se encontravam em plena adolescência  em fase das descobertas  masculinas. Enquanto isto a caçula Edméia era pré-adolescente. Todavia o mais importante  é que sua personalidade agregadora, esfuziante faria falta em qualquer idade que tivesse quando faleceu, mormente numa fase  em que a sua maturidade pessoal estava no máximo, esse impacto foi extremamente poderoso sobre todos à sua volta. Quando Iracema, filha primogênita de Joanna, teve que explicar sua morte para algumas crianças da família  disse:  “  ela virou uma estrelinha e foi para o céu e como ela já era uma estrela aqui na Terr,a mudou apenas de lugar brilhando lá no alto, o que para ela é fácil, pois aqui entre nós ela já transmitia luz, alegria, bom humor. Era uma grande companheira e uma amiga  espirituosa, loquaz, sempre bem disposta, inspirando todos à sua volta. Esta é a imagem que devemos guardar. Ela vai fazer muita falta, mas certamente vai se "enturmar" entre novos e velhos amigos e animá-los,  sem se esquecer dos que ficaram por aqui .”


Joanna Ramming Vianna 
N 14/01/1885 - F 15/12/1928
                                                                                 
                               Notas fúnebres em Jornais do Rio de Janeiro



A Manhã, Dom,
16/12/1928

Correio da Manhã, Dom., 16/12/1928

JB  qua, 19/12/1928
missa no dia 22/12/1928
Gazeta de Notícias
15/12/1935




Saudade não tem forma nem cor; não tem cheiro, não tem sabor. Fala-se nela, mas não se a vê; mas, só pensa nela quem nela acredita. Ela é parte da ausência; ela é parte do amor; ela éreal, mas quem a tem sente dor, uma dor miudinha logo pela manhã que vai aumentando no transcorrer do dia, que cresce no coração, e que nunca vem sozinha, sempre acompanhada de lembranças que não querem ser esquecidas. E quando chega a noite ela chega a ser insuportável, tirando até o sono. Só que a saudade também vem acompanhada da solidão; quem a sente nunca  a esquece, nem nunca  a esquecerá. É um sentimento que não adormece, por alguém que não está!

Há conquistas eternas, vitórias permanentes mas também perdas irreversíveis

(Domingos José Meirelles sobre a morte de sua esposa)


Velha Página de Olavo Bilac (1865 // 1918 Poeta/Jornalista), in "Poesias"
Poema lido pelo Marido de Joanna em seu velório.
 

Chove. Que mágoa lá fora!
Que mágoa! Embruscam-se os ares
Sobre este rio que chora
Velhos e eternos pesares.

E sinto o que a terra sente
E a tristeza que diviso,
Eu, de teus olhos ausente,
Ausente de teu sorriso...

As asas loucas abrindo,
Meus versos, num longo anseio,
Morrerão, sem que, sorrindo,
Possa acolhê-los teu seio!

Ah! quem mandou que fizesses
Minh'alma a tua escrava,
E ouvisses as minhas preces,
Chorando como eu chorava?

Por que é que um dia me ouviste,
Tão pálida e alvoroçada,
E, como quem ama, triste,
Como quem ama, calada?

Tu tens um nome celeste...
Quem é do céu é sensível!
Por que é que me não disseste
Toda a verdade terrível?

Por que, fugindo impiedosa,
Desertas o nosso ninho?
- Era tão bela esta rosa!...
Já me tardava este espinho!

Fora melhor, porventura,
Ficar no antigo degredo
Que conhecer a ventura
Para perdê-la tão cedo!
Por que me ouviste, enxugando
O pranto das minhas faces?
Viste que eu vinha chorando...
Antes assim me deixasses!

Antes! Menor me seria
O sofrimento, querida!
Antes! a mão que alivia
A dor, e cura a ferida,

Não deve depois, tranqüila,
Vendo sufocada a mágoa,
Encher de sangue a pupila
Que já vira cheia de água...

Mas junto a mim que te falta?
Que glória maior te chama?
Não sei de glória mais alta
Do que a glória de quem ama!

Talvez te chame a riqueza...
Despreza-a, beija-me, e fica!
Verás que assim, com certeza,
Não há quem seja mais rica!

Como é que quebras os laços
Com que prendi o universo,
Entre os nossos quatro braços,
Na jaula azul do meu verso?

Como hei de eu, de hoje em diante,
Viver, depois que partires?
Como queres tu que eu cante
No dia em que não me ouvires?

Tem pena de mim! tem pena
De alma tão fraca! Como há de
Minh'alma, que é tão pequena,
Poder com tanta saudade?!



Sabe-se que sua influência na formação artística foi particularmente presente nas duas filhas mais velhas e foi decisivo na projeção do gosto pelas artes até alguns de seus bisnetos.  Mas sua mais forte influência se deu sobre sua primogênita Iracema ( Tetê) que formou-se na Escola Nacional de Música em Piano e Canto. Com esta base, Joanna  estimulou a filha a seguir a carreira de professora de Música que exerceu tanto em Escolas quanto em sua própria prática privada, em que encaminhou várias alunas para o curso superior de Música e a realizar tradicionais concertos anuais de seus alunos.  Desenvolveu-se também como pianista virtuose intérprete de Bach, Chopin, Liszt,  Villa Lobos e Nazareth.  Esta mesma filha teve diversas apresentações como soprano no Teatro Municipal  do Rio de Janeiro e trabalhou com Heitor Vila Lobos no Orfeon de Professores na organização e participação nos corais nacionalistas de massa   que se realizavam nos estádios de futebol. A influência musical de Tetê se fez  sentir sobre toda uma geração. Além disto, esta filha  de Joanna trabalhou por toda a vida, até se aposentar no serviço público municipal. Ela teria muito orgulho do resultado desta influência sobre esta filha.

Joanna era essencialmente uma pessoa feliz, que parecia ter vindo de férias a este mundo, com o objetivo de trazer alegria para todos á sua volta e despertar nelas a Criança Livre, criativa e despojada, oculta em seu interior. As suas fotos quando jovem revelam bondade e uma beleza clássica, um olhar penetrante, um porte elegante, uma aura atraente. Em família era chamada a Duquesa da Moda por estar sempre up-to-date nas ondas do seu tempo.

Graças a ela a casa da viúva Raming (sua mãe – Anna Henriqueta Raming) oferecia festas, saraus e soirées constantemente,  atraindo músicos, escritores, pintores e jovens aspirantes ao empresariado e à política. O ambiente que criava em torno de si era sofisticado, em virtude de uma sólida educação, o  que permitiu-lhe manter o élan vital da família, que havia sido alquebrado pela morte prematura de seu pai aos 50 anos. Foi neste clima que ela conheceu Domingos José. Ambos mestres nas misteriosas artes do encontro, perpetuaram aquele momento mágico por toda a sua vida. O brilho deste encontro iluminou também toda  a família  e  muitos amigos.


Pg2  JB 18/01/1901 Soirée de Joanna em Villa Isabel provavelmente a Rua Senador Nabuco 93, Villa Isabel Transcrição: Ante Hontem, anniversario da senhorita Joanna R. Vianna, reuniram-se na residência da viúva Ramming Vianna, em Villa Isabel. Vários  cavalheiros e grande número de senhoritas a quem foi offerecida esplendida soirée. As dansas correram bastante animadas até alta hora da noite.           

O  capitão da Guarda Nacional  José Pedro Vianna – um herói da Guerra do Paraguay, detentor de duas medalhas desta campanha e da Ordem da Rosa – morrera de câncer, por haver minado severamente a sua saúde nos horrores da guerra e nos exageros do fumo, que provavelmente viriam trazer uma grande debilidade pulmonar para Joanna, como fumante passiva secundária.  José Pedro, homem sisudo, casado com uma mulher igualmente austera criavam em casa um ambiente inspirador, respeitoso, mistagógico para os filhos, alegre, porém muito contido, apesar de sua apreciação de música e dança. Por isso mesmo, o  vácuo  de espontaneidade deixado pela seriedade do casal e seu discreto desfrutar da vida, desenvolveram as habilidades sociais e de animadora  em sua filha Joanna. Neste ambiente de  clima reflexivo, encantado pela bela Joanna, havia amplo espaço para a nascente personalidade exuberante que iria desabrochar na sua adultez e tornar-se na pessoa solar de sua casa.

A educação  de Joanna compreendeu uma série de disciplinas tanto femininas (postura, piano, canto, desenho, prendas do lar, literatura), quanto práticas (história, geografia, idiomas, técnicas), bem como alguns surpreendentes temas masculinos por influência de seu pai e do avô paterno (política, Matemática, Ciências, educação física, equitação, tiro). Tendo pais afetuosos e carinhosos, mas altamente disciplinadores que a ensinaram a conseguir  obediência, adesão e simpatia por métodos de persuasão, a tornaram glamurosa, muito influente, insinuante e cativante por sua polidez, cultura, pragmatismo e lógica. Não se sabe ao certo que papel a religião desempenhou em sua formação. Talvez a bipolaridade entre seu pai filho de português católico e de sua mãe, de família de origem mista,  protestante e católica da Dinamarca, combinada com a voga pozitivista no Brasil, tenham deixado uma lacuna neste aspecto que  permeou todos os filhos. Tampouco ficou marcada a cultura de negócios de alguns de seus antepassados.

Este mix de influências a puseram à frente de seu tempo,  pois cedo manifestou idéias de espírito de serviço, igualdade de direitos dos gêneros, senso de importância de higiene e limpeza urbana e preservação da natureza. Tudo isto feito sem perder o senso de humor, a compreensão e a ternura. É  de sua inspiração a prática, perpetuada na família, de dar apelidos carinhosos aos filhos, por exemplo  Tetê – para Iracema, Viviu – para Victor, Meméia – para Edméia. Alguns netos tiveram também apelidos carinhosos Tó – para mim, Vitinho – para Vitor José, Dudu – para Eduardo e outros ainda. Uma de suas melhores obras foi a inspiração e confiança transmitidas a seu marido Domingos apoiando-o e aconselhando-o em sua ascensão profissional e social.

Mas implacavelmente as vidas são tiradas deste mundo sem razão aparente e deixam sempre um buraco nos corações dos que ficam. Mas o legado dos que partem é o que importa e o que permanece para sempre. O amor que une os vivos aos mortos dá a segura impressão para os que ficam de que é bom ter alguém que vele por nós todos os dias por sua presença indelével e imaterial.

 

José Henrique Ramming Vianna, Joanna e Domingos José



Até agora só foram identificados tres irmãos de Joanna. Não se conhece ainda o parentesco de Sezinio Ramming Vianna e de Valdemar Ramming Vianna. As certidões de casamento de todos eles dá ampla evidência deste parentesco.


Sentados: Anna Henriqueta, Criança desconhecida, Domingos José com Iracema no colo e de pé à direita Joanna. Em pé atrás  duas desconhecidas, ao centro José Henrique e outra não identificada. Data provável setembro de 1905.








Certidões e recortes dos Irmãos de  Joana
1 Anna
Angelo Campelo e Anna Raming  matrimonio  (irmã de Joanna)
 ·  Brasil, Registro Civil, 1870-2012  Rio de Janeiro   11ª Circunscrição Matrimônios 1905 Fev-1906 Jun V. 07 ·   Imagem de 92  30/dez/1905
Angelo Campello, C a 30 Dec 1905, N 1882, idade 23 anos, Filho de Manoel Campello e  Maria Campello; com Anna Raming N 1882, idade 23 Filha de Jose Pedro Vianna e Anna Henriqueta Raming Vianna.  Filme Nr 1390781, Pasta digital Nr 004155620, Imagem Nr 00031 .

2 José Henrique
José Henrique Raming Vianna e  Alzira
·  Brasil, Registro Civil, 1870-2012   Rio de Janeiro  10ª Circunscrição ·  Matrimônios 1911 Maio-Nov V. 16 ·   Imagem  6 de maio 1911.

José Henrique N 7/7/1885 e batizado  a 24/6/1887 na Igreja de S Benedito Barra do Piraí
( Assento na Igreja de Santana Piraí) Padrinhos Eugenia de Morais Rodrigues Torres casada com o filho do Visconde de Itaboraí  ( Manuel Antonio Rodrigues Torres) e seu filho Luis Eugenio Rodrigues Torres ( neto do visconde de Itaboraí).

José Henrique Raming Vianna,  C a 06 May 1911,  N 1887, Idade 24 anos, Filho de Jose Pedro Vianna e Anna Henriqueta Raming Vianna, com Alzira Mendes Guimarães N 1895, Idade 16 anos, Filha de Adelino Mendes Guimarães e Antonia Floriana Vieira Guimarães. Filme Nr 1366386, Pasta Digital Nr 004155433, Imagem Nr 00227.






Certidão de casamento de José Henrique Raming Vianna com Alzira Mendes Guimarães 6/5/1909






José Henrique é dos irmãos o que mais visibilidade teve na mídia da época como se vê em alguns poucos exemplares seletos exibidos em seguida. Ele foi também o irmão que mais teve contato com a família de Joanna.
EXPEDIENTE DO SR. DIRECTOR Financeiro
Dia 31 de agosto de 1921
  Ao Sr. director da Recebedoria do District° Federal, remettendo tres certidões referentes a Gentil Lucio Soares, José Henrique Ramming Vianna e Sebastião Falcão de Mello, afim de que se digne Mandar entregal-as aos interessados, depois de pago o sello devido.,                                                                                                        Ministerio da Viação E Obras Publicas Directoria Geral de Contabilidade

DOU 09/09/1921 - Pág. 22 - Seção 1 - Diário Oficial da União

www.jusbrasil.com.br/.../dou-secao-1-09-09-1921.

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José Henrique Ramming Vianna, filho de José Pedro Vianna e Anna Henriqueta Ramming Vianna e irmão de Joanna Ramming Vianna
José Henrique Ramming Vianna Filho Inscrição1.117 Matricula17.577 (Pg. 28. Seção 2. Diário Oficial da União (DOU) de 16/11/1946) benefícios do decreto e do prazo a que se refere o art. 5.° do Decreto n.° 8.652, de 28 de Setembro de 1946, que regulamentou o artigo 9.° do Decreto-lei n.o 7.849, de 9 de Agosto de 1945, e o art. 10 do Decreto-lei n.° 8.629, de 10 de Janeiro de 1946.








3 Ritinha
Rita Clara Vianna  C com  Noé Justino Dos Santos, marcineiro, Marriage 27 Mar 1909 - 11ª Circunscrição, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil, 25 a, N 1884, filho natural de Luiza Maria Da Conceição, Com Rita Clara Vianna, 22 a, N 1887, Filha legítima de José Pedro Vianna, falecido e Anna Henriqueta Raming Vianna



"Brasil, Registro Civil, 1870-2012," index and images, FamilySearch (https://familysearch.org/pal:/MM9.1.1/KFS8-PXN : accessed 29 May 2013), Noé Justino Dos Santos and Rita Clara Vianna, 1909. Número do filme: 1390782, Número da pasta digital: 004155621, Número da imagem: 00022












Joanita  uma vida animada até o fim
Além das Soirées de Joanna em Villa Isabel na Rua Senador Nabuco 93, Villa Isabel desde os dezesseis anos,  as festas adolescentes atraíam os rapazes de futuro promissor.
Aí nasceram as  habilidades de Joanna na arte de entreter convivas e de manter diálogos inteligentes versando sobre os mais variados temas do mundo. Graças à educação planejada (influenciada pela influência militar paterna e pela influência materna oriunda de fundamentos mistos belga, judaico e dinamarques, bem como pelo exemplo dado pelo Imperador Pedro II)  por seus pais que incluiu vários temas técnicos ela cultivou o hobby de fotografia. Assim entre outras artes visuais se tornou


fotógrafa exímia, e pioneira em que Joanna  tinha por alvo principal a família em outings.



Na foto acima as quatro filhas de Joanita (esq p dir.)  Edméa, Yolanda, Dalila, Iracema
Abaixo a casa de Santa Thereza onde as tardes passavam preguiçosamente
Sua paixão pela fotografia contaminou as filhas que também dominavm a técnica. Abaixo uma foto tirada por sua filha Dalila.



Uma manhã de outono de sombra e água fresca, no jardim passeavam garças e aves ornamentais nos Roaring twenties. No primeiro plano Joanna, já doente descansa em seu banho de sol matinal. Ao fundo sua filha Iracema com uma amiga.

Na foto abaixo tirada pelo seu filho Victor, Joanna é vista em companhia de suas filhas solteiras: Iracema na rede, Yolanda ao violão e Edméa no colo. O ambiente criativo fazia da casa um vervadeiro atelier onde Joannita e sua filha Iracema  produziam obras de artes decorativas como as que se vê abaixo. Além disso eram cultivadas a música, poesia, bordados, macramê.




 


Outras Artes cultivadas pelas filhas de Joanna que este autor presenciou eram as tapeçarias e cobertores que contavam histórias infantis. Muitos dos netos de Joanna foram embalados com a leitura de historinhas lidas a partir de seus cobertores e de tapeçarias de parede.




Joanna manteve ainda a tradição que vinha de seu pai José Pedro Vianna e sustentada por seu marido Domingos de cultivar algumas Artes, Ciências e Técnicas tidas como masculinas e ensiná-las também às meninas. Abaixo se vê como Joanna treinava também suas filhas, por exemplo, nas técnicas de equitação. Na foto abaixo Iracema monta uma das éguas famosas da família, a Tiroleza.




Na foto abaixo vê-se Joanna nos últimos dias de vida posando em seu jardim para Iracema.



Alguns documentos  de Joanna são mostrados abaixo.




Óbito de  Joanna Vianna Meirelles
3ª Circunscrição, fls 92v lv 70 termo 749 (15/12/1928)                                                                 Avenida Graça Aranha, 416 Sl 601/607 - Bairro Centro - Rio de Janeiro - RJ
Fone: 21 2533-2033 | 2215-5109 | Fax: 21 2533-2033 | 2215-5109





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Certidão de casamento de Domingos e Joana
"Brasil, Registro Civil, 1870-2012," index and images, FamilySearch (https://familysearch.org/pal:/MM9.1.1/KFSZ-WT6 : accessed 29 May 2013), Anna Henriqueta Raming in entry for Domingos José Meirelles and Joanna Ramming Vianna, 1904.
Domingos José Meirelles, Marriage, 20 Aug 1904,  10ª Circunscrição, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil, 24 A, N 1880, Filho de Antonio José De Meireles e  Anna Osorio Do Amaral Meireles, Com Joanna Ramming Vianna, 20 A,  1884, F de José Pedro Vianna e Anna Henriqueta Raming,  Número do filme: 1366384,  Número da pasta digital: 004155431, Número da imagem: 00272. 



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Até 2015 não se havia conseguido a certidão de batismo de Joana que deve se encontrar em Pirahy.

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Glória em 1905 ano de nascimento de Iracema (Tetê) a primogênita de Domingos e Joanna